Vendo a incompreensão do estudantado gnóstico em
escala nacional e internacional, vejo-me na
necessidade de esclarecer alguns pontos do
ensinamento que dou no “A águia rebelde”.
Esclareço que não há que confundir a concentração
com a auto-observação; são duas coisas diferentes.
Quando falo da concentração, está se falando de um
só pensamento em um objeto, um sujeito, um lugar;
pode se coração, pode ser onde seja, que a
concentração é quando existe um só pensamento, nada
mais. E a auto-observação é pelos cinco centros
inferiores da máquina humana.
Por exemplo: vocês se concentram no desdobramento
astral, podem concentrar-se em seu coração para que
não entre nenhum outro pensamento, senão, estão no
que estão. Porém, para a auto-observação dos
defeitos não é o coração, se não os cinco centros da
máquina humana. Os cinco centros, porque por aí é
que se manifestam os elementos psíquicos ou
agregados psicológicos.
De modo, pois que os que estejam concentrados no
coração para descobrir os agregados psíquicos, estão
perdendo o tempo; isso não é por aí. É a
auto-observação nos cinco cilindros inferiores da
máquina humana.
Quando os quatro centros inferiores roubam ao
quinto, que é o sexual, este , por sua vez, tem que
roubar aos outros, então se carrega de hidrogênios
muito mais pesados e vem o desequilíbrio sexual.
Esta auto-observação, se a dirige aos cinco
cilindros ou centros inferiores da máquina humana,
com o fim de que os agregados psíquicos que vá
desintegrando uma pessoa, vá normalizando a máquina
e cada centro comece a trabalhar com seu próprio
hidrogênio, sem haver mistura de energias, e assim
vem o equilíbrio. Enquanto não nos equilibremos bem
estes cinco centros, não poderemos chegar, entrar no
caminho iniciático.
Esclareço isto, para que não confundam a
concentração com a auto-observação; são muito
diferentes. Espero, pois, que com este
esclarecimento comece a trabalhar o estudantado
devidamente bem. Isto o faço para que não percam o
tempo e realizem muitas coisas dentro de si, que os
esperam.
Estranha-me muito que haja esta confusão no
estudantado, posto que na “Síntese das Três
Montanhas” explico eu esta parte que explico nesta
circular, porque como não são conscientes do que
estão lendo ou estudando, passam desapercebidos.
Este trabalho e o desdobramento astral devem
começá-lo de uma vez, todo mundo.
Necessita-se urgentemente gente consciente em outras
dimensões superiores, para que ajudem a humanidade,
porque assim como vai o Movimento Gnóstico, cegos
guiando a cegos, todos caem no abismo. Necessita-se
gente consciente, que saibam conduzir a humanidade,
saibam dar um ensinamento positivo e não negativo.
Um adormecido o que dá é negativo.
De modo, pois, que esta é uma tarefa que lhe ponho a
todo o estudantado gnóstico, incluindo os
instrutores e a todo mundo.
Não há que confundir uma experiência com uma saída
em astral. A mim não podem vir com estes contos,
estas confusões, porque eu sou prático e sei o que é
um desdobramento astral e o que é uma experiência.
Mestre Rabolu—24/10/1996 (circular aclaratória)