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Mestre Samael Aun Weor
 
 

O carma é uma medicina que se nos aplica para nosso próprio bem. Desgraçadamente, as pessoas, em vez de se inclinar reverentes ante o eterno Deus vivo, protestam, blasfemam, justificam-se a si mesmas, desculpam-se nesciamente e lavam as mãos como Pilatos. Com tais protestos não se modifica o carma; ao contrário, torna-se mais duro e severo. (Mestre Samael)

 

 

 

Victor Manoel Gomes, V.M.Samael Aun Weor, nasceu na Colômbia, no dia 03 de março de 1917.

Dotado de faculdades superiores, desde criança dedicou-se à espiritualidade pura;  aos dois anos, sentava em meditação.

Suas inquietudes levaram-no a perscrutar todas as escolas filosófico esotéricas do presente e do passado.

Aos 16 anos ditava conferências de esoterismo puro; aprofundou-se em Psicologia, Antropologia, Cosmogenia, Filosofia, Esoterismo prático, Cristianismo primitivo, etc.

Insatisfeito com o labirinto  das teorias e do vão racionalismo humano, renunciou ao mundo dos conceitos elaborados e se reduziu a si mesmo ao “zero radical” . Foi assim que se encontrou.

   Em 1950, entregou ao público o livro O Matrimônio Perfeito, fundando o Movimento Gnóstico Cristão Universal., reluzindo, então  sua mensagem revolucionária e prática.

   O V.M.Samael desenvolveu as suas atividades na Colômbia e na Cidade do México, onde se despediu da humanidade no dia 24 de dezembro de 1977.

    O MESTRE

      Samael é o nome da minha Mônada. Estou aqui, com a humanidade, desde que raiou a aurora, depois da noite profunda do grande Pralaya. Eu vi afundara Lemúria através de dez mil anos, no Oceano Pacífico. Conheci a Atlântida e acompanhei o Manu Vaivasvata em seu êxodo, rumo à meseta central da Ásia. Eu conservava o mesmo corpo.

      No coração mesmo dos Himalaias, ao lado do Tibet, existiu um reino maravilhoso faz já cerca de um milhão de anos. Eu vi nesse país; então ingressei, com  muita humildade, na Ordem Sagrada do Tibet e me converti num autêntico Lama. Desgraçadamente, cometi certos erros demasiado graves. Querendo ajudar, com a Chave Sagrada IT, à rainha do meu país. Devido a isso, fui expulso da Venerada Ordem e continuei metido dentro do Sanrara. Já caído, tiraram-me aquele corpo esplêndido da Lemúria imortal.

      Retornar ao vetusto monastério tibetano foi sempre meu melhor anelo. Dizemos velhos sábios do oriente que sete são às provas básicas, fundamentais, indispensáveis para a recepção iniciática na Ordem Sagrada do Tibet. 

     Eu estive nas lutas, soube das provas, golpeei, como outros, na porta do templo. Uma dama Adepto, depois de tantas e tantas provas espantosas e terríveis, em grande estilo, mostrou-me, sinistramente, a descarnada e horrível figura da morte, ossuda caveira entre suas duas canelas cruzadas. 

     Eu estou trabalhando pela humanidade doente... Pagarei tudo o que devo, sacrificando-me pela Grande Órfã... Tende compaixão de mim! “Se tu estivesses preparado, morrerias em presença desta figura.” Esta foi a resposta e logo veio um silencio aterrador.

      Com o traje ritual de verdugo, avançou resolutamente, ate mim, com o látego sagrado empunhado em sua direita, de imediato compreendi que devia passar pela flagelação evangélica.  Caminhei rumo ao interior do templo, devagarinho... ao longo daquele pátio vetusto, rodeado de muralhas arcaicas. “Morre! Morre! Morre!” exclamou a Dama, enquanto me açoitava, em verdade, com o látego sagrado.

      Jamais pude esquecer este evento cósmico, ocorrido no coração dos Himalaias. Hoje estou morto; trabalhei intensamente com a ajuda de minha Serpente Sagrada; os demônios vermelhos foram derrotados. Entre minha Mãe e eu compartilhamos o duro trabalho; eu compreendia e ela eliminava.

      Na noite em que regressei à Ordem Sagrada do Tibet, fui feliz. Para o retorno não há festas; assim está escrito e isso o sabe os divinos e os humanos. Simplesmente e sem ostentação alguma, voltei a ocupar meu posto dentro da Ordem e continuei com o trabalho que outrora havia abandonado, quando me distanciei do caminho reto.

      Dizem antigas tradições arcaicas que se perdem na noite aterradora de todas as idades, que esta.

 Veneranda Instituição se compõe de 201 membros; o plano maior é formado por 72 Brahamanes. São os únicos capazes de dar-nos a chave real do Arcano A.Z.F., graças ao conhecimento da língua atlante primitiva, Watan, raiz fundamental do sânscrito, do hebraico e do chinês. 

     A Ordem Sagrada do Tibet, antiqüíssima, é, certamente, a genuína depositaria do real Tesouro do Aryabarta. Esses místicos sabem das raças vencidas, que viveram o morreram a sombra de sua massa colossal. Eles sabem dos vôos das águias e do raio que as marca com sua rubrica de fogo. Nos flancos de suas montanhas, roda o trovão dos broncos vendavais e em seus templos sepulcrais se fundem cósmicos sinais que sabor de eternidade. 

     Mas, o Deus meu! Recordai, querido leitor, que não há rosas sem espinhos! Tu o sabes! Afortunadamente, o monastério da Ordem Sagrada do Tibet esta muito bem protegido dentro da quarta dimensão. Escrito está, no fundo os séculos e com caracteres de fogo, que Bagavan Aclaiva é o Regente secreto da Misteriosa Ordem... 

SAMAEL AUN WEOR 

“MENSAGEM DE Natal 1969-70”.

 

 

 
 
 
     

“Este ensinamento para mim é tão grande porque ele ensina a  gente a viver” (Mestre Rabolú)