(Samael Aun Weor)
A
coisa mais importante na vida do ser humano é a
realização Íntima do Ser.
Certa vez,
perguntei a minha Divina Mãe Kundalini : O caminho
que irá me conduzir à ressurreição é muito longo?
Não é que seja tão longo; acontece que é necessário
lapidar, cinzelar, trabalhar duramente na Pedra
Filosofal, pois deve-se dar à pedra bruta a forma
cúbica perfeita.
Nossa
divisa é TE...LE...MA..., isto é, vontade. Comecemos
por despertar a consciência. Os seres humanos todos
estão adormecidos. Necessitamos acordar para ver o
caminho. O essencial é despertar aqui e agora.
Infelizmente, as pessoas dormem; parece incrível,
mas é assim. Andamos pelas ruas com a consciência
adormecida; estamos em casa, no trabalho, na
fábrica, no escritório, com a consciência
profundamente adormecida. Dirigimos o carro, vamos
aos lugares, sempre com a consciência tremendamente
adormecida.
As pessoas
nascem, crescem, reproduzem-se, envelhecem e morrem
com a consciência adormecida. Nunca sabem de onde
vêm, nem qual o objetivo de sua própria existência.
O mais grave é que todos se julgam despertos. Muitas
pessoas, por exemplo, preocupam-se em saber coisas
esotéricas, mas jamais se preocupam em despertar a
consciência. Se tomassem a decisão de despertar aqui
e agora, imediatamente poderiam conhecer tudo isto
que agora são enigmas. O ceticismo existe porque o
cético é ignorante e a consciência adormecida é
ignorância. Devo dizer-lhes, em nome da verdade, que
o ceticismo existe devido à ignorância. No dia em
que o homem deixar de ser ignorante e despertar sua
consciência, o ceticismo desaparecerá porque a
ignorância e o ceticismo se equivalem.
Nosso
propósito certamente não é o de convencer céticos.
Se hoje convencemos cem céticos, amanhã aparecerão
dez mil, se convencemos os dez mil, aparecerão cem
mil e jamais acabariam.
O sistema
com o qual se consegue a Realização Íntima do Ser
exige TRABALHOS CONSCIENTES E PADECIMENTOS
VOLUNTÁRIOS. É necessário que haja a continuidade
de propósitos nos três fatores de revolução da
consciência, precisa-se morrer de instante a
instante, de momento a momento. O homem adormecido
na presença de um copo de bebida termina
embriagado. Quando o homem adormecido se vê na
presença do sexo oposto, termina fornicando. O
adormecido identifica-se com tudo que o cerca e
esquece-se de si mesmo.
Lembro-me
agora do insólito caso vivido por Ouspenski. Quando
caminhava pelas ruas de São Petersburgo, propôs-se a
não esquecer nem por um minuto sequer de si mesmo. A
todo momento recordava-se de si mesmo. Declara que
até já via um aspecto espiritual em todas as coisas.
Sentia-se transformado, aumentava a sua lucidez
espiritual, etc. No entanto, algo curioso
aconteceu... De repente, sentiu necessidade de
entrar em uma tabacaria para comprar seus cigarros.
Depois que o atenderam e embrulharam seu pedido de
cigarros, saiu tranqüilamente fumando ao longo de
uma avenida. Andou por diversos lugares recordando
diferentes temas, ocupado em vários assuntos
intelectuais, etc. Logo, ficou absorvido em seus
próprios pensamentos. Uma hora e meia mais tarde,
chegava em casa. De repente, observou bem a sua
habitação, seu quarto de dormir, a sala, o
escritório e lembrou-se que tinha dormido. Havia
andado por tantos lugares com a sua consciência
adormecida. Ao entrar na tabacaria, suas boas
intenções de permanecer desperto tinham se reduzido
a poeira cósmica. Lamentou a situação; entre a
tabacaria e a sua casa passara-se uma hora e meia e
todo esse tempo passeara pelas ruas da cidade com a
consciência completamente adormecida. Vejam quão
difícil é alguém permanecer de instante a instante,
de momento a momento, de segundo a segundo, com a
consciência desperta. Este é o primeiro passo: não
se esquecer de si mesmo nunca, nem um único
instante, se é que queremos verdadeiramente
despertar. Chegue alguém aonde chegar, em qualquer
sala, ou ande pelas ruas, a pé ou de carro, seja de
dia ou de noite, esteja onde estiver, no trabalho,
na fábrica, não interessa; tem de estar sempre se
recordando de si mesmo. Na presença de qualquer
objeto bonito, em qualquer vitrine onde se exibam
jóias ou pedras preciosas, etc.; não se esquecer de
si mesmo, não se identificar com nada daquilo que
gosta e que possa lhe fascinar.
Portanto, é
necessário estar continuamente se lembrando de si
mesmo. Não apenas na parte física; temos que vigiar
os próprios pensamentos, sentimentos, emoções,
deduções, temores, apetites, anelos, etc.
O segundo
aspecto bastante interessante deste trabalho é não
se identificar com as coisas. Se vocês virem um belo
objeto, uma roupa na vitrine, uma exposição ou uma
exibição, seja um automóvel ou um par de sapatos
nunca vistos, seja um animal raro, um elefante que
voa ou um camelo no meio da casa; estejam
vigilantes. Não se identifiquem com nada. Saibam
distinguir entre o normal e o anormal. A primeira
coisa que se faz é refletir. Não se identifiquem com
o objeto, a coisa ou a criatura que se está vendo.
Se alguém se identifica com o que está vendo, com a
representação que está diante de seus olhos, fica
fascinado. Isto é, da identificação passa-se para a
fascinação. Quando alguém fica encantado,
maravilhado, identificado, se esquece de si e cai no
profundo sonho da consciência. Com este procedimento
equivocado, deixando-se fascinar tolamente, a única
coisa que se consegue é dar prosseguimento à
inconsciência. E isto é muito grave, gravíssimo,
gravíssimo, gravíssimo.
Lembro-me
neste momento de um acontecimento interessante. Há
muitos anos, estava ainda pelos países da América do
Sul, caminhando pelo mundo, como se diz.
Eu sempre
andei de um lado para o outro. Uma noite qualquer,
aconteceu que me vi atravessando um jardim. Depois,
atravessei uma sala e por fim cheguei a um
escritório de advogado. Nele, vi uma senhora de
certa idade, algumas cãs brancas, bastante
simpática, que me recebeu sentada atrás de uma
escrivaninha.
Em seguida,
levantou-se para me cumprimentar. De repente,
observei que sobre a escrivaninha havia duas
borboletas de vidro. Bom, isto nada tem de
extraordinário, não é verdade? Porém... havia
algo... as duas borboletas tinham vida própria.
Mexiam as asas, a cabecinha, as patinhas... bom,
isto sim era estranho, não é verdade? Era algo
estranho e insólito ver um par de borboletas de
vidro com vida. A situação não era normal, passava
do natural, já se tratava de um caso raro e exigia
um cuidado muito especial. Sabem o que fiz? Não me
identifiquei com o par de borboletas. Pensei comigo
mesmo: Como é possível que exista no mundo
borboletas com asas de vidro, com corpo de vidro,
que respirem e tenham vida própria como as naturais?
Portanto, refleti, caros irmãos. Que tal se eu
tivesse me identificado com as borboletas sem fazer
análise alguma? Se não tivesse refletido sobre as
tais borboletas de vidro, teria ficado fascinado,
teria ficado encantado e cairia na inconsciência.
Isto então teria sido uma ação insensata, não é
verdade? Mas, eu refleti, disse para mim mesmo: Não,
isto é muito estranho, isto é muito raro. É
impossível que haja no mundo físico este tipo de
criaturas... não, não e não! Aqui tem gato
escondido! Este tipo de fenômeno, que eu saiba, não
existe no mundo de três dimensões. Isto só é
possível no mundo astral. A não ser que eu esteja no
astral... será que estou no mundo astral? Perguntei
a mim mesmo: Será que estou dormindo? Será que
deixei meu corpo físico em algum lugar? Já que está
tudo tão estranho, para sair da dúvida, vou dar um
saltinho para ver se flutuo no ar, se é que estou no
astral; assim esclareço tudo. Assim pensei e com
toda confiança, digo-lhes, assim procedi. Afinal
tinha de proceder assim; qual outra maneira? Porém,
como não me agradava dar um pulo ali na frente da
senhora, disse para mim mesmo: Essa senhora pode
julgar que não estou regulando bem, dando pulos em
seu escritório.
Ademais,
era tudo tão normal; um escritório como qualquer
outro. A cadeira em que a senhora estava sentada era
dessas que giram de um lado para outro. Havia dois
candelabros dos quais bem me lembro; um à direita e
o outro à esquerda e pareciam ser de ouro. Lembro-me
de tudo com exatidão, ainda que já tenha passado
muito tempo. Recordo-me bem que os candelabros eram
de sete braços. Eu ainda era bem jovem naquela
época. Falando claro, eu não achava nada estranho
naquele consultório. Tudo estava tão normal naquela
sala, a única coisa que não se enquadrava eram as
borboletas. E continuava pensando: Essa senhora nada
tem de estranho, parece-se com todas as senhoras do
mundo, porém essas borboletas estão me intrigando.
Como podem ter vida própria? Bom, seja como for!
Resolvi sair para dar um saltinho. Claro, tinha de
dar uma desculpa para a senhora. Pedi permissão.
Disse-lhe que precisava sair um pouquinho. Ela
decerto concluiu que precisava ir ao banheiro ou
qualquer coisa. O certo é que saí dali com sua
permissão. Fora da sala, no corredor, seguro de que
ninguém me observava, dei um grande salto para ver
se flutuava e, que tal se lhes conto o que
aconteceu? Pois sinceramente declaro que fiquei
flutuando no ambiente, numa sensação deliciosa...
Comentei comigo mesmo: estou em corpo astral, não há
a menor dúvida. Recordei que deixara o corpo físico
na cama dormindo há umas tantas horas e que,
movendo-me por aí, chegara àquela sala de
despachos...Voltei à sala e sentei-me outra vez
diante da senhora e com muito respeito disse-lhe:
Minha senhora, veja, estamos em corpo astral. Ela
apenas olhou-me com uns olhos de sonâmbula,
surpresa; não me entendeu, não me compreendeu. Quis
esclarecer melhor: Senhora, lembre-se, você se
deitou para dormir há algumas horas atrás, não
estranhe o que estou dizendo, seu corpo físico está
dormindo na cama e você está aqui em astral, está
conversando comigo em corpo astral... Inútil, aquela
senhora não entendia mesmo, estava profundamente
adormecida, tinha a consciência dormida. Vendo a
inutilidade dos meus esforços e compreendendo que
ela não despertaria nem a tiros de canhão, pois
jamais havia se dedicado ao trabalho de despertar a
consciência, resolvi pedir-lhe desculpas e me
retirei... Saí dali, atravessei o espaço e dirigi-me
para São Francisco da Califórnia. Por aqueles
tempos, necessitava fazer uma investigação em uma
determinada escola de pseudo-ocultistas ou
pseudo-esoteristas que existe ali. Naturalmente fui
e, de repente, vi ao longo do caminho um pobre homem
que desencarnara há muito tempo. Aquele infeliz em
sua vida tinha sido um carregador de fardos.
Aproximei-me dele e falei: Amigo, você já
desencarnou há muito tempo. Você está bem morto. Por
que está carregando esse fardo tão pesado? Estou
trabalhando, foi sua resposta. Amigo, você foi um
carregador quando estava vivo, mas agora você já não
existe no mundo, já desencarnou, o seu corpo virou
pó no cemitério. Esse enorme peso que você carrega
nas costas é apenas uma forma mental, entende? Foi
como se eu estivesse falado chinês com o pobre
homem. Não entendeu uma vírgula sequer. Olhou-me com
olhos de sonâmbulo... Resolvi flutuar ao seu redor,
no meio ambiente, com a intenção de despertar-lhe a
atenção. Queria que se desse conta de que algo raro
acontecia, pois como é possível que um homem flutue
ao seu redor e você não ache isso estranho! Tudo
inútil. O homem olhava-me com os olhos de um
bêbado...
Continuei
meu caminho em direção às terras da Califórnia para
fazer a investigação proposta. Tinha algo para
investigar e fiz o que tinha de fazer. Investiguei o
que tinha de investigar e depois voltei ao corpo
físico outra vez.
Foi uma
bonita investigação. Porém, que tal se eu tivesse
ficado fascinado, contemplando o par de borboletas
de vidro? Se eu não as tivesse observado com cuidado
e não houvesse refletido sobre o que estava vendo,
teria ficado como um abobado olhando durante toda a
noite o par de borboletas e não teria despertado a
consciência.

Bom, como
algo curioso, quero acrescentar que muitos anos
depois, talvez uns 30 anos ou mais, tive de viajar a
Tasco (Guerrero). Tasco é um povoado muito simpático
situado sobre uma ladeira. Construído ao estilo
colonial, tem suas ruas empedradas como no período
colonial. Cidade rica, pois tem muitas minas de
prata e fabricam belos objetos e jóias de prata. Eu
tinha de viajar até aquele lugar porque havia alguém
que queria se curar e eu estava lhe preparando
alguns medicamentos. Tratava-se de um paciente pobre
e muito doente, queria que eu o ajudasse no processo
da cura...Cheguei a uma casa, atravessei o jardim de
uma bela mansão, cheguei a uma sala e a reconheci de
imediato. Havia ali uma senhora. Tão logo a vi a
reconheci. Era a mesma que eu vira anos atrás no
astral, sentada em sua escrivaninha. Com uma
exceção, pois desta vez ela não estava na
escrivaninha e sim na sala. Ela me convidou para
passar adiante. Ali encontrei a famosa sala de
despachos, onde há tanto tempo atrás já estivera. Na
escrivaninha estava seu marido, um homem educado e
dedicado à advocacia sem título que em alguns
lugares chamam de rábula. Bom, chamemo-lo lá como
for, o certo era que estava sentado ali. Levantou-se
para me cumprimentar e pediu para que me sentasse a
sua frente. Reconheci imediatamente o local, como já
havia reconhecido a senhora. Como aquele senhor
gostava dos estudos espirituais, conversamos,
dialogamos um bom tempo a respeito. Como lhe
agradasse tudo o que se tratasse de temas
esotéricos, o surpreendi um pouco quando lhe disse:
Senhor, já estive aqui faz algum tempo. Estive aqui
em corpo astral, fora do corpo físico. O senhor
sabe, quando alguém se move, anda, vai de algum
lugar para outro...Ele conhecia um pouco destas
coisas, o assunto não lhe era de todo estranho...
Logo acrescentei: Nesta escrivaninha havia duas
borboletas de vidro. Que foi feito delas? Onde estão
as borboletas? Rapidamente, ele respondeu: Aqui
estão as borboletas, aqui mesmo, veja! Levantou uns
jornais que estavam ali e apareceram as duas belas
borboletas de vidro... Ele ficou muito surpreendido
por eu saber daquelas borboletas. Eu continuei:
Ainda falta alguma coisa. Estou vendo um candelabro
de sete braços, mas são dois, onde está o outro? Que
foi feito dele? Aqui está o outro, respondeu o
senhor. Tirou uns papéis e uns jornais que estavam
por ali e o outro candelabro apareceu para confirmar
ainda mais as minhas asseverações. O homem então
assombrou-se. Eu tornei a falar:
Saiba que
eu conheço a sua senhora, pois quando eu vim aqui,
quem estava à escrivaninha era ela. Aquele senhor
ficou maravilhado... Na hora da ceia, sentamo-nos
todos ao redor de uma mesa redonda. Então, ocorre
algo verdadeiramente inusitado. A senhora me diz,
ali na frente do marido: Eu o conheço há muito
tempo, porém não sei exatamente onde o vi, mas já o
vi antes em algum lugar. De qualquer forma, não é
uma pessoa desconhecida para mim. Imediatamente,
acotovelei o senhor: Será que percebe agora?
Convenceu-se das minhas palavras? O assombro dele
chegou ao máximo.
Infelizmente, e isto é que é muito grave meus
queridos irmãos, aquele homem estava tão agarrado à
sua seita de tipo romano que, francamente, não
entrou no caminho por causa disto, devido à questão
sectária. Se não, teria vindo para o caminho, pois
dei-lhe provas excepcionais, provas que para ele
foram contundentes e definitivas. Ele ficou
assombrado para sempre, mas sua religião não lhe
permitia, o confundia, enredava-se em todos aqueles
dogmas religiosos, etc. Já passaram-se muitos anos
desde então, porém não podia deixar de lhes contar
este episódio.
Voltemos ao
nosso tema, o despertar da consciência. Vejamos o
terceiro aspecto:
Lugar.
Não se deve
viver inconscientemente. Quando chegarem a algum
lugar, seja qual for, observem-no detalhadamente,
minuciosamente, e perguntem-se: Por que estou aqui?
A propósito, você que está lendo este livro, diga-me
já se perguntou porque está aí neste lugar lendo? Já
se preocupou em observar o lugar, o teto, as
paredes, o espaço que o rodeia? Já notou o piso, a
janela, olhou para cima, para baixo, para os lados,
para trás ou para frente? Já olhou... as paredes...
já fez a pergunta: Onde estou? Se não fez, que tal
fazê-la? Você está lendo este livro
inconscientemente? Ninguém deve viver
inconscientemente. Esteja onde estiver, encontre-se
onde for, na rua, em casa, num templo, num táxi, no
mar, em um avião, não interessa onde ou como esteja,
a primeira coisa a ser feita é perguntar para si
mesmo: Por que estou neste lugar? Olhe
detalhadamente tudo que o rodeia: o teto, as
paredes, o piso... Esta observação não se destina
apenas a lugares desconhecidos; a pessoa deve olhar
sua casa diariamente, toda vez que nela entrar, a
todo momento, como se fosse algo novo ou
desconhecido.
Pergunte-se
também: Por que estou nesta casa? Que curioso... e
olhar o teto, as paredes, o chão, o pátio, etc. Todo
detalhe importa para se fazer a pergunta:
Por que
estou neste lugar? Será que estou em astral? E dá-se
um salto, algo alongado, para ver se flutua. Se a
pessoa não flutua, mas desconfia que está no plano
astral, suba em uma cadeira ou em uma mesa, não
precisa ser alta, uma poltrona, um caixão ou
qualquer coisa semelhante e salte para ver se
flutua. O melhor então é subir em algo que lhe
permita saltar e experimentar, atirar-se no ar com a
intenção de voar. Claro que se estiver no astral,
flutuará, se não estiver tudo continua como antes.
Eis o que
recomendo, divisão da atenção em três partes:
SUJEITO
OBJETO
LUGAR
SUJEITO.
Observar todas as coisas. Lembrem-se do caso das
borboletas que contei. Que tal se neste momento em
que estão a ler este livro, entrasse uma pessoa que
já morreu há muito tempo e lhes dirigisse a palavra?
Seria você tão ingênuo ou tão ingênua, seriam tão
tontos a ponto de não se perguntarem a si mesmos: O
que é isto? Será que estou no astral? Seria você tão
despreocupado a ponto de não fazer a experiência, de
não dar o "pulinho"?
LUGAR. Não
se esqueçam de detalhe algum, por insignificante que
seja. Todo motivo é bom para se fazer este tipo de
reflexão. Já disse que todo lugar deve ser estudado
detidamente, sempre se perguntando: Por que estou
aqui?
Não
esqueçam: SUJEITO, OBJETO e LUGAR. Não esqueçam a
divisão da atenção em três partes. Se alguém se
acostuma a viver com a atenção dividida nestas três
partes, quando se acostuma a fazê-lo diariamente, a
todo momento, de instante a Instante, de segundo a
segundo, este costume grava-se profundamente na
consciência. Uma noite, estando dormindo, terminam
repetindo o exercício onde estão e o resultado é o
despertar da consciência.
Vocês sabem
que sempre se repete de noite o que se está
acostumado a fazer de dia. Muitos, por exemplo,
trabalham durante o dia numa fábrica, outros como
vendedores ambulantes, num escritório... E de noite
se vêem trabalhando durante o sonho, fazendo o que
fazem durante o dia. Sonham que estão na fábrica,
que estão vendendo ou que estão no escritório. Tudo
que alguém fizer de dia o repetirá de noite, isto é,
termina sonhando de noite com aquilo. Portanto, a
questão é se praticar o exercício durante todo dia,
a toda hora, a todo momento, a todo segundo, para se
conseguir fazê-lo de noite e com isso despertar a
consciência. Quando uma pessoa está adormecida, está
com a Essência longe do corpo. Acontece que estando
fora do corpo, em astral, termina repetindo a mesma
coisa que fazia de dia e que tal, hum? Dá um lampejo
e vem o despertar da consciência, ali mesmo. Eis o
resultado da análise e da divisão da atenção.
Entendido?
Alguém
desperta porque na prática do exercício produziu-se
a centelha, produziu-se a chispa e ficou desperto.
Agora, estando-se desperto no astral, pode-se
invocar os Mestres. Pode-se chamar o anjo Anael,
Adonai, o filho da luz e da alegria, o Mestre
Kout-Humi... e eles virão para instruí-los, para
ensiná-los, etc.
Nestas
situações se usam os mantrans. Por exemplo... vou
ensinar-lhes uma chamada prática, aprendam-na.
Invoquem o anjo Adonai assim:
Adonai !
Vinde até aqui. Vinde até aqui. Vinde até aqui.
ANTIA...DA UNA...SASTASA... Adonai, Adonai, Adonai...
AAAAAAOOOOOOMMMMMMM...Adonai, Adonai, Adonai...
Prossegue-se desta forma até que o Mestre chegue.
Ele tem que vir e uma vez que chegue, pode-se falar
com ele, perguntar o que se quiser, apresentar as
dúvidas que se tiver, etc. Mas, com muito respeito,
com muito respeito.
Da mesma
forma, pode-se chamar qualquer outro Mestre: o
Mestre Moria, o conde Saint Germain e outros.
Aqueles que me invocarem, podem estar seguros que eu
concorro ao chamado. Estejam certos. Portanto,
ensino aqui o sistema exato para se receber
ensinamento direto. Se alguém quiser recordar as
vidas anteriores, invocará os Mestres da Loja Branca
Kout-Humi, Hilarion, Moria, etc. peçam-lhes que
tenham a amabilidade, a bondade, de ajudar-lhes a
recordar suas existências anteriores, de fazer-lhes
reviver suas vidas passadas. Estejam certos que o
Mestre invocado concederá o pedido.
Este
sistema que lhes dou é para que recebam conhecimento
direto. Assim poderão viajar ao Tibete oriental,
poderão ir ao fundo dos mares e até a outros
planetas, se o quiserem.
Este é o
caminho para se receber conhecimento direto. Por
isto lhes digo: despertem, meus caros irmãos,
despertem, despertem... Não continuem vivendo essa
vida inconsciente, adormecida, isto é muito triste.
Vejam, os adormecidos andam inconscientes no astral
e depois da morte continuam adormecidos,
inconscientes, continuam sonhando bobagens. Nascem
sem saber a que horas e morrem sem saber a que
horas. Não quero que vocês prossigam assim com essa
inconsciência terrível.
Quero que
despertem, entendido? Falamos muito claramente
sobre este tema tão interessante: O DESPERTAR DA
CONSCIÊNCIA porque queremos vê-los despertos, bem
despertos. Entristece-me vê-los adormecidos e por
isso repito: despertem, despertem, despertem... isso
é tudo!