As mais diferentes
culturas do passado sempre renderam culto ao aspecto
feminino de Deus, conhecido como Divina Mãe.
Entre os Astecas, ela é
TONANTZIN; entre os Gregos, A CASTA DIANA; e no
Egito, è ISIS, A MÃE DIVINA a quem nenhum mortal
levantou o véu.
Não há duvida alguma de
que no cristianismo esotérico jamais deixou de
adorar a Divina Mãe Kundalini; obviamente é MARAH,
ou melhor, diríamos, RAM-IO, MARIA.
O que não especificaram
as religiões ortodoxas, pelo menos no que
corresponde ao círculo exotérico, ou público, é o
aspecto de ISIS em sua forma individual ou humana.
Ostensivelmente, só em
secreto se ensinou aos iniciados que essa Divina Mãe
existe individualmente dentro de cada ser humano.
Não é demais
esclarecer, de forma enfática que Deus-Mãe, REA,
CIBELES, ADÕNIA, ou como queiramos chamá-la é uma
variante de nosso próprio Ser individual aqui e
agora.
Concretizando, diremos
que cada um de nós tem sua própria Mãe Divina
particular, individual.
Há tantas Mães no céu,
quantas criaturas existentes sobre a face da terra.
A Grande Rebelião – Samael Aun Weor.
Por analogia, na parte
física quando criança a nossa mãe é que nos limpa e
cuida de nós e na parte espiritual não é diferente.
A Mãe da nossa alma
entre as diferentes missões que tem dentro de nós,
tem justamente esta nobre missão de nos limpar
psicologicamente.
Esta segunda natureza
que criamos o ego, somente pode ser eliminada com a
força deste aspecto superior de nosso Ser.
A Mãe Divina detém um
dos maiores poderes do universo, porque somente ela
tem o poder de eliminar aquilo que nenhuma arma do
mundo, por mais poderosa que seja não seria capaz de
desintegrar, que são os defeitos psicológicos.
Para ela atuar dentro
de nós, é necessário que estejamos atentos ao nosso
interior e toda vez que percebermos um pensamento,
sentimento, ou qualquer reação negativa; devemos
pedir:
Mãe Minha desintegra-me
este defeito ou Mãe minha tira de dentro de mim este
defeito e desintegra-o.
Vejamos o que disse
sobre ela o poeta:
O Hino à Virgem de Dante
Virgem Mãe, filha de teu Filho,
humilde e alta mais que qualquer criatura,
termo prefixado de eterno desígnio,
Tu és aquela que a natureza humana
enobreceste de tal forma, que seu Criador
não desdenhou fazer-se sua criatura.
Em teu ventre reacendeu-se o amor,
por cujo calor na eterna paz
assim germinou esta flor.
Aqui és para nós luz meridiana
de caridade; e embaixo, entre os mortais,
és fonte vivaz de esperança.
Mulher, és tão grande e tanto vales,
que quem deseja graças, e a ti não recorre,
é como alguém que desejasse voar sem asas.
A tua benignidade não apenas socorre
quem pede, mas muitas vezes livremente
e antecipa ao pedido.
Em ti, misericórdia, em ti, piedade,
em ti, magnificência, em ti se coaduna todo o bem
que existe nas criaturas.
Dante Alighieri
(Paraíso, canto XXXIII, vv. 1-21)