Todos temos
apegos sobre a família por falta de compreensão, de
ter um conhecimento muito mais amplo mais profundo.
Isto existe no mundo tridimensional por tradição,
religião, enfim muitíssimas coisas que têm trazido
essa trajetória da família, porém se sintetizamos um
pouco mais profundo, usando a compreensão, vemos a
família, senão que é a humanidade.
Resulta muito claro que depois
de abandonar o mundo tridimensional, seja em corpo
astral consciente ou desencarnado, esta questão de
família desaparece imediatamente, porque ante as
hierarquias Divinas é a Humanidade uma Grande
Família. Então, esta explicação a faço para que os
irmãos gnósticos tomem mais cuidado e deixem esses
egos familiares que tanto prejudicam o Caminho
Iniciático.
Com isto, não quero dizer
que não se deva cumprir seus deveres com qualquer
familiar que seja em estado crítico, seja de saúde,
econômico ou qualquer outro. Tem que dar-lhe a mão,
porém fazer o bem sem ter em conta essa parte
familiar, esse apego, senão servir-lhe como se faz
com qualquer outro ser humano. Isto o faço para que
comecem de uma vez e possam desapegar-se pelo
Caminho Iniciático.
* Enquanto estejamos
apegados à família, aos bens, a todos estas coisas
que nos atam ao mundo tridimensional, não pensemos
jamais em uma iniciação, nem em graus, nem em nada.
Não se pode chegar jamais a começar o Caminho
Iniciático, enquanto não se compreende e se
desapegue do material.
Advirto: Não tem que se
tornar cruel com a família, senão cumprir com seus
deveres com a família, como os temos com qualquer
pessoa ou com a humanidade; não tem que se tornar
cruel, senão estar sempre atento, seja um familiar
que esteja em desgraça ou outro ser humano. Tem que
voltar a criar a caridade, porque isto se perdeu
muito e saber cumprir com seus deveres que tem como
pessoa aqui.
A mim me tocou trabalhar
muito duramente, porque este é um defeito ou eu
muito arraigado em todo ser humano; tocou-me
trabalhar e lutar e ainda há resíduos que nos atraem
sempre a voltar a apegar-nos à família. Nesta luta
estou, porém graças a Deus, compreendi a fundo tudo
isto e estou escrevendo para que vocês o façam
também.
Apesar de haver trabalhado
muito intensamente com esses defeitos do apego à
família, recordo muito bem, muito claro, que quando
cheguei aos dois Caminhos, que tinha que escolher o
Caminho, apareceram minha mulher e meus filhos que
estavam pequenos, chorando de fome, que se ia
abandoná-los, o que eles iriam fazer, uma série de
coisas, porém eu já estava trabalhando sobre isso e
com minhas mãos os retirei do Caminho, para dar esse
grande passo pelo Caminho Direto. Senti muita dor,
porém a verdade era que eu tinha que dar esse passo.
De modo pois, que com isto
estou lhes demonstrando que me tocou trabalhar muito
duro, para ir desapegando-me de todas estas coisas
que nos atam ao mundo tridimensional e sei a dor que
causa o eu dos apegos.
V.M.Rabolú