Existe a
clarividência e a pseudoclarividência.
O estudante gnóstico deve fazer uma clara distinção
entre estas duas formas de percepção
ultra-sensível. A clarividência baseia-se na
objetividade, ao passo que a pseudo-clarividência
fundamenta-se na subjetividade. Entende-se por
objetividade a realidade espiritual, o mundo
espiritual. Entende-se por subjetividade o mundo
físico, o mundo da ilusão, portanto aquilo que não
tem realidade. Existe também a região intermediária
- o mundo astral - que pode ser objetivo ou
subjetivo, segundo o grau de desenvolvimento de cada
qual.
Conhece-se como
pseudo-clarividência
a percepção imaginária,
a fantasia, as alucinações naturais, as alucinações
evocadas artificialmente, os sonhos absurdos,
as visões astrais que
não coincidem com os fatos concretos,
a leitura dos
próprios pensamentos projetados inconscientemente na
luz astral, a
criação inconsciente de
visões astrais
interpretadas posteriormente como autênticas
realidades, etc.
Entram também no campo da pseudo-clarividência o misticismo subjetivo,
o falso misticismo, os estados pseudo-místicos que
não têm nenhuma relação com o sentimento intenso e
claro, mas que, ao contrário, se aproximam da
História e da pseudo Magia, ou, em outras palavras,
as falsas projeções religiosas projetadas
inconscientemente na luz astral e em geral tudo
aquilo que na literatura ortodoxa recebe o nome de
“beleza” (sedução).
CLARIVIDÊNCIA OBJETIVA
Quatro são os estados mentais que conduzem o neófito aos píncaros
inefáveis da clarividência objetiva. Primeiro: sono
profundo. Segundo: sono com sonhos. Terceiro:
estado de vigília. Quarto: Turiya ou estado de
perfeita iluminação. Realmente só o Turiya é o
autêntico clarividente. É impossível chegar a estas
alturas, sem haver nascido no mundo Causal.
A REALIDADE
Todos os Santuários Gnósticos devem tomar cuidado
com aquelas pessoas que louvam a si mesmas e se
auto-intitulam clarividentes.
Todos os Santuários
Gnósticos devem desenvolver ao máximo a vigilância a
fim de se protegerem dos espetaculares
pseudo-clarividentes que de vez em quando aparecem
em cena
para caluniar e desacreditar aos outros,
assegurando que fulano é feiticeiro, que beltrano é
mago negro e que sicrano está caído, etc.
Urge
compreender que nenhum autêntico Turiya possui
orgulho. Realmente, todos aqueles que dizem “eu sou
a reencarnação de Maria Madalena”, “Eu sou João
Batista”, “Eu sou Napoleão”, etc., são bobos
orgulhosos, pseudo-clarividentes iludidos, gente
estúpida.
Nós não somos mais do que miseráveis partículas de pó, não somos mais
do que vermes horríveis do lodo, em comparação com a
terrível e gloriosa majestade do Pai. Isto que estou
afirmando não é uma questão alegórica e nem
simbólica, pois estou falando literalmente,
cruamente, uma terrível realidade. Na verdade é o
Eu que diz: “Eu sou o Mestre tal”, “a reencarnação
do Profeta tal”. O certo é que o Eu animal é Satã. É
o Eu, o Ego Diabo, que se sente Mestre, Mahatma,
Hierofante, Profeta, etc...
Mestre
Samael – Matrimônio Perfeito.
Para jogar mais luz nesta questão e
para ninguém mais ser enganado ou auto-enganado e
tão pouco dar ouvidos a estes videntes vamos
recorrer ao Mestre Rabolu com sua infinita
sabedoria, para ver o que ele diz sob este
particular também.
Mestre, que nos pode dizer desses pseudo-videntes?
“Olhe, vou explicar este ponto que é muito
importante: A vidência qualquer um pode
desenvolvê-la; porém, não quer dizer que
o vê
esse vidente é um fato.
A Luz astral é muito diferente e não podemos
relacionar o que estamos vendo com um evento aqui,
físico, porque, além disso existe a simbologia e a
sabedoria dos números.
De modo que, pois, um elemento destes pode causar
muitíssimo dano.
Conheci todos os videntes que despertaram e os vi
ir ao abismo. Caluniaram o Mestre Samael e sua
esposa, dona Arnolda, horrivelmente.
São os piores inimigos que podemos ter, porque eles
vêem através dos egos.
Um
elemento cheio de defeitos, ou de ego, os mesmos
egos o enganam através de sua vidência;
está vendo o que é ele por dentro e, sem dúvidas, se
vê uma pessoa com chifres, pela mente dele (do
vidente) não pode passar que o que está vendo
é uma representação de
si mesmo, senão crê que
é fulano ou sicrano que tem chifres e rabo. De modo
que, pois, estes elementos são supramente perigoso
dentro do Ensinamento.
O verdadeiro vidente não anda dizendo nem
apregoando, guarda silêncio”.
Mestre Rabolu – Ciência Gnóstica.